Flor Menina
das pétalas tímidas,
das maçãs que florescem rosas
rubor que hipnotiza, catarsea
eterniza
Flor Menina do abraço que amanhece
do lábio que salta o tempo
folhas imãs que abrigam, transcendem
religam
Flor Menina
do beija-flor amigo,
da madrugada primaveril
tuas pegadas norteiam o vento, acendem o céu -
paleta estrelada
Flor Menina da voz macia, da presença que acaricia
enraiza-se uma saudade, que não cessa
E quem diria ?
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
sábado, fevereiro 12, 2005
ah ... o céu
As estrelas me transbordam,
me absurda a lua nua,
pôr-do-dol me entorpece,
a aurora me flutua.
Arco-Íris - raro instante!
banho-chuva religia
sob o ceú sou um infante
a brincar e ver magia
me absurda a lua nua,
pôr-do-dol me entorpece,
a aurora me flutua.
Arco-Íris - raro instante!
banho-chuva religia
sob o ceú sou um infante
a brincar e ver magia
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
frio na barriga
ah !
... elas ainda vivem ! !
apesar de tudo, de tudo ...
lá estão as borboletas !
e suas asas continuam a deslocar o vento ...
aquele ...
esse, esse !
encanta-te flauna , extasia-nos
cada infimo fio continua a se arrepiar e embeber-se em boa e perfumada dose de hesitação
tolo solo ...
mortas estavam as sementes.
(inapropriadas talvez)
... elas ainda vivem ! !
apesar de tudo, de tudo ...
lá estão as borboletas !
e suas asas continuam a deslocar o vento ...
aquele ...
esse, esse !
encanta-te flauna , extasia-nos
cada infimo fio continua a se arrepiar e embeber-se em boa e perfumada dose de hesitação
tolo solo ...
mortas estavam as sementes.
(inapropriadas talvez)
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
almejo
Reencontrar quem nunca vi
re-habitar novo lugar
Ouvir-me em voz estranha
perceber outro a me pensar.
Convidar o céu a transbordar os olhos,
nos quais um mergulho tornar-se-ia eterno,
onde me afogaria, respirando pela primeira vez.
Abraçar o infinito,
brincar com o descaminho
desmitificar o rito,
mesmo só, não estar sozinho.
Entoar cantos íntimos em frequência audível apenas
aos naturalmente apaixonados, às pedras e seus convivas.
Ser o vento e seu torpor,
ser a folha a se lançar,
sem lembranças, sem temor,
re-aprender a voar.
Cultivar passionalmente a intensa presença em mim
do que me falta.
re-habitar novo lugar
Ouvir-me em voz estranha
perceber outro a me pensar.
Convidar o céu a transbordar os olhos,
nos quais um mergulho tornar-se-ia eterno,
onde me afogaria, respirando pela primeira vez.
Abraçar o infinito,
brincar com o descaminho
desmitificar o rito,
mesmo só, não estar sozinho.
Entoar cantos íntimos em frequência audível apenas
aos naturalmente apaixonados, às pedras e seus convivas.
Ser o vento e seu torpor,
ser a folha a se lançar,
sem lembranças, sem temor,
re-aprender a voar.
Cultivar passionalmente a intensa presença em mim
do que me falta.
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