sábado, janeiro 22, 2005

seiva moça

Hoje arvorei com fome.
O sol foi meu desjejum.
Riou-se meu corpo a dentro aluando o espaço florbeijado,
já desacostumado à amoras e tulipas.

Estrelas fundindo-se ao flâmago,
borboletaram cócegas no vento afago.
Petalaram-me enfim a sede
já tão orvalhada de cânticos graves.

Seja bem-vinda seiva moça,
ceie-me todo e se demore.

Insaciável é a aurora
Intransponível minha ânsia é.

2 comentários:

Anônimo disse...

parabens por amar a poesia!!

Anônimo disse...

to gostando de ver (ler)!!